NOS HOSPITAIS / TOC TOC TOC

Aliando brincadeiras e humor, e nos conectando especialmente pelo olhar, nosso objetivo principal é buscar as potências do enfermo, que muitas vezes se sente incapaz.

A Klínica também permite ao paciente dizer “não”, uma vez que os klínicos iniciam as visitas batendo na porta e perguntando se podem entrar. Considerando que a pessoa hospitalizada não possui a chance de dizer não para (quase) nada dentro do hospital no momento da sua internação, esses “nãos” são recebidos com carinho, como a expressão de uma de suas potências.

A marca registrada da nossa “consulta” é a entrega de um “remédio” (geralmente um presente de R$1,99) a todos os pacientes visitados. Esse presente nada mais é que uma forma de materializar nossa presença em ambientes tantas vezes hostis, e tem como objetivo permitir à pessoa atendida – seja ela criança, adulta ou idosa – que leve uma boa recordação de um momento difícil de sua vida. Nem precisamos mencionar o quão gratificante é poder tirar um sorriso de uma pessoa enferma, o quanto aprendemos a valorizar mais a vida, e o quanto podemos ser importantes uns na vida dos outros.

Há algum tempo estuda-se o efeito das ações de humanização dentro dos hospitais e os resultados, apesar de intangíveis, são significativos especialmente em relação ao tempo de recuperação dos pacientes. Sentimos um pouco desse resultado quando, por exemplo, recebemos mensagens de acompanhantes informando a melhora da pessoa visitada, fotos de pacientes com grandes sorrisos, e também quando temos o prazer de receber em nossa equipe uma pessoa que nos conheceu num leito de hospital.

Atualmente a Klínica possui uma atuação regular e frequente à Santa Casa de Marília, onde praticamente toda a estrutura é atendida com as visitas quinzenais, realizadas aos domingos: Oncologia – Pediatria – UTQ (Unid. De Terapia de Queimados) e Alas (Particular/Convênios/SUS).